Pontos turísticos de Campina Grande: o que ver, com o Açude Velho em 360°

Pontos turísticos de Campina Grande: o que ver, com o Açude Velho em 360°

Os pontos turísticos de Campina Grande cabem quase todos num raio de poucos quilômetros do Açude Velho, e é por isso que a cidade se visita a pé melhor do que de carro. O espelho d’água no meio do centro organiza a cidade inteira: de um lado o museu, do outro o teatro, e em volta o calçadão onde Campina caminha de manhã e no fim da tarde.

Este guia percorre o que ver na segunda maior cidade da Paraíba, a 120 quilômetros de João Pessoa e a 550 metros de altitude, o que explica o clima mais fresco que o do litoral. O Açude Velho abre o texto girando em 360°, fotografado do alto pela PBem360.

O Açude Velho visto do alto, com o chafariz, o calçadão e o centro de Campina Grande em volta. Panorâmica 360° da PBem360.

Açude Velho, o centro de tudo

O Açude Velho é o cartão-postal de Campina Grande e o melhor ponto de partida para conhecer a cidade. É um açude urbano cercado por calçadão, com chafariz no meio da água e uma volta completa que dá para fazer caminhando sem pressa.

O movimento muda com a hora. De manhã cedo e no fim da tarde o calçadão enche de gente caminhando e correndo. À noite a iluminação da orla e dos prédios em volta transforma o lugar. Se você tem uma tarde só em Campina, é aqui que ela começa e termina.

Em volta do açude estão dois dos principais equipamentos culturais da cidade, e é essa concentração que faz o passeio render.

Museu de Arte Popular da Paraíba

Instalado na orla do açude, o Museu de Arte Popular da Paraíba reúne acervo de artesanato e cultura popular paraibana. O prédio em si já chama atenção na paisagem da orla, com sua forma circular, e é um dos elementos que aparecem quando você gira a panorâmica lá em cima.

Teatro Municipal Severino Cabral

Também na região do açude, o Teatro Municipal Severino Cabral é a principal casa de espetáculos da cidade e recebe programação durante o ano inteiro. Vale conferir a agenda antes da viagem: assistir a alguma coisa ali muda a noite em Campina.

Parque do Povo e o Maior São João do Mundo

O Parque do Povo é o endereço do Maior São João do Mundo, a festa junina que ocupa Campina Grande durante todo o mês de junho e que é o motivo pelo qual boa parte do país conhece a cidade.

Fora de junho o parque continua de pé e visitável. Ver o espaço vazio dá a dimensão real do que acontece ali na temporada: são palcos, arquibancadas e uma área aberta desenhada para receber multidão. Quem vai a Campina fora do São João costuma se surpreender com o tamanho.

Se a sua viagem for em junho, a lógica do roteiro inverte: a cidade toda gira em torno da festa, e o resto vira intervalo entre as noites no parque.

Feira Central, patrimônio vivo

A Feira Central de Campina Grande é reconhecida como patrimônio cultural imaterial brasileiro, e é o lugar onde a cidade fica mais parecida consigo mesma. Tem comida, tem cordel, tem rede, tem utensílio de barro e tem gente conversando alto.

É o ponto do roteiro que menos se parece com um passeio turístico e que mais entrega o que Campina é. Vá de manhã, que é quando a feira está inteira, e vá com tempo.

Vila do Artesão

A Vila do Artesão concentra o artesanato de Campina Grande e da região num espaço próprio, pensado para o visitante circular. É onde comprar lembrança sem cair na armadilha do souvenir genérico: boa parte do que está ali é produção local.

Funciona bem como complemento da Feira Central. A feira mostra o cotidiano, a vila mostra o trabalho manual organizado para venda.

O centro histórico e a Catedral

O centro de Campina guarda o casario e as fachadas de quando a cidade era o grande entreposto do algodão no Nordeste. A Catedral de Nossa Senhora da Conceição, a igreja matriz, é a referência principal e fica a caminhada do açude.

É um centro de cidade que trabalha, não um centro histórico congelado para turista. Isso tem o seu valor: dá para entender o tamanho comercial de Campina andando por ele num dia útil.

Parque da Criança

O Parque da Criança é o parque urbano onde a cidade leva as crianças e onde muita gente se exercita. Não é um ponto turístico no sentido clássico, mas é um bom lugar para entender a rotina da cidade, e resolve bem uma manhã de quem viaja com família.

Pedra do Ingá, o bate-volta que vale

A pouco mais de meia hora de Campina Grande, no município de Ingá, fica a Pedra do Ingá, ou Itacoatiara do Ingá: um paredão de rocha coberto de inscrições rupestres feitas há milhares de anos, cujo significado ainda é discutido.

É o passeio de meio período mais interessante a partir de Campina, e um dos sítios arqueológicos mais conhecidos do Nordeste. Quem tem um dia sobrando na cidade deve gastar metade dele aqui.

Roteiro por tempo

A vantagem de Campina é a distância curta entre uma coisa e outra. A maior parte dos pontos turísticos de Campina Grande está no mesmo pedaço da cidade, então até meio período já rende.

Tempo O que cobrir
Meio período Açude Velho, com o museu e o teatro na volta do calçadão
Um dia O açude de manhã, Feira Central, Vila do Artesão e o centro à tarde
Dois dias O de cima mais o Parque do Povo e a Pedra do Ingá
Em junho Parque do Povo à noite, o resto da cidade durante o dia

Antes de ir

De João Pessoa: são cerca de 120 quilômetros pela BR-230, em torno de duas horas de carro. Há linhas de ônibus saindo da rodoviária da capital ao longo do dia.

O clima é outro: a 550 metros de altitude, Campina Grande é sensivelmente mais fresca que o litoral, e as noites pedem casaco em boa parte do ano. Quem chega de João Pessoa costuma subestimar isso.

Em junho tudo muda: hospedagem esgota e os preços sobem bem antes da festa começar. Se a viagem for no São João, reserve com meses de antecedência.

Perguntas frequentes

Quais são os principais pontos turísticos de Campina Grande?

O Açude Velho é o cartão-postal e o centro do roteiro, com o Museu de Arte Popular da Paraíba e o Teatro Municipal Severino Cabral na volta. Somam-se o Parque do Povo, a Feira Central, a Vila do Artesão e o centro histórico com a Catedral.

Vale a pena ir a Campina Grande fora do São João?

Vale. O Açude Velho, a Feira Central, os museus e o clima de serra existem o ano inteiro, e sem a lotação de junho a cidade se visita com muito mais calma.

Quanto tempo leva de João Pessoa a Campina Grande?

Cerca de duas horas de carro pela BR-230, para aproximadamente 120 quilômetros. De ônibus, um pouco mais, dependendo das paradas.

Dá para conhecer Campina Grande a pé?

A parte principal sim. Açude Velho, museu, teatro, centro e Catedral ficam a distância de caminhada. Parque do Povo, Vila do Artesão e a Pedra do Ingá pedem carro ou aplicativo.

Um jeito diferente de mostrar tudo isso

Uma foto comum do Açude Velho mostra um pedaço. A panorâmica que abre este texto mostra a volta inteira: a água, o chafariz, o calçadão dos dois lados e o skyline de Campina ao fundo, tudo de um ponto só. É a diferença entre ver uma parede e entrar no lugar.

É esse o trabalho da PBem360, que faz tour virtual em Campina Grande e em toda a Paraíba. Fotografamos em 360° e entregamos um link onde a pessoa entra, gira e caminha, do celular mesmo, sem instalar nada. Campina Grande é uma das cidades que a gente já mapeou, junto com os pontos turísticos de João Pessoa, e a meta é seguir pela Paraíba inteira.

E o que funciona para uma cidade funciona para um negócio. Hotel, restaurante, loja, clínica, escritório, imóvel na planta: em Campina Grande, onde o cliente pesquisa antes de sair de casa, quem mostra o espaço por dentro sai na frente de quem só mostra foto de fachada.

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Conhece um lugar de Campina que merecia estar aqui? Escreva para a gente. Este guia vai sendo atualizado conforme a gente fotografa novos pontos da cidade.

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